segunda-feira, 30 de março de 2020

Qual é a importância de um treinador para a evolução, correção e amadurecimento de um atleta dentro de campo?

   
Um treinador deve ser totalmente capaz de trabalhar com seus jogadores no que se  diz respeito a evolução, e em tudo que essa palavra pode significar dentro do mundo do futebol. É de total responsabilidade de um treinador lapidar um atleta,  e isso independe do mesmo ter vindo das categorias de base com fundamentos pouco ou mal trabalhados por quem o treinou. Não quero de maneira alguma isentar a responsabilidade ou menosprezar o trabalho de um treinador de categorias de  base, mas não posso também, ignorar o fato que muitos atletas sobem com bastantes problemas para serem resolvidos quando já estão no profissional.
A maneira de conduzir a bola, como se posicionar em  campo e seu corpo ao receber um passe, a hora certa de acelerar o jogo, o   momento certo de cadenciar, quando buscar o drible, como pressionar e cercar um atleta adversário  que esteja com a posse da bola, como cabecear e finalizar, como fechar os espaços, como atrair a marcação do adversário para confundir e desmontar o sistema defensivo, a leitura de jogo para entender inúmeros acontecimentos dentro de um jogo, quando o adversário ou seu time   altera sua tática, quando trocar de posição com seu companheiro, enfim, os fundamentos de um jogador passam desde a parte técnica, física, e aqui eu usaria o termo inteligência como um fundamento indispensável de um bom jogador.
Guardiola entende tudo isso e muito mais, o que ele vem promovendo em cada time que passa será e está sendo de extrema importância para que o futebol fora das quatro linhas amadureça e reconheça uma série de  equívocos e mudanças que devem ser realizadas na postura e capacitação de um treinador. A maturação de um talento como Messi, fazer com que Iniesta e Xavi jogassem juntos, o que não era de confiança da imprensa mundial que seria tão produtivo, maravilhoso e fundamental como foi, fazer com que um atleta mesmo tendo atingido os 30 anos como o caso de Lahm viesse a evoluir mesmo já provando para o mundo toda sua competência, porém, aceitando as instruções e mudança tática dentro de campo propostas por Guardiola, provam o quanto o mundo do futebol carece de pessoas que pensam "fora da caixinha".

 A imprensa inglesa e mundial reconheceram o talento que Sterling tinha ao surgir no Liverpool, no entanto, o craque inglês ainda precisava de lapidação em suas finalizações, maneira de conduzir e receber a bola, tomada de decisão, entre outras coisas. O que a imprensa fez? começaram a ridicularizar e dizer que o jogador não daria em nada, porém, Guardiola sabia que o inglês precisava era de um bom acompanhamento e instruções para que todo o talento viesse a se fortalecer e mostrar para todo o mundo que  "o buraco era mais embaixo". Era um ponta extremamente talentoso, técnico e veloz, mas, pecaram em vários aspectos em sua formação e Sterling foi "salvo " pelo treinador espanhol.

Querem a prova? Não digo que só os números, embora eles sejam bastantes animadores e demonstram o quanto um trabalho bem feito com um jogador pode mudar a vida dele para sempre. A postura dentro de campo de Sterling desde a chegada do   treinador catalão é outra, joga aberto dos dois lados, se posiciona para receber a bola de frente para seus adversários, tira proveito da técnica e velocidade para atrair a marcação e enfrentar o um contra um, sabe fazer gols chegando por trás da zaga, sabe se posicionar entre o zagueiro e o lateral, finaliza, passa, cruza, e toma as decisões de maneira assustadoramente superior ao Sterling do Liverpool.
Vamos aos números:
Sterling fez 23 gols em 129 jogos com a camisa do Liverpool. Só nessa temporada que não terminou devido ao covid19, são 20 gols em 39 jogos.

Temporadas pelo Liverpool
12/13: 38 jogos, 3 gols e 6 assistências
13/14: 33 jogos, 9 gols e duas assistências.
14/15: 35 jogos, 7 gols e 6 assistências.

Temporadas pelo City, lembrando que a primeira Guardiola ainda treinava o Bayern.
15/16 47 jogos, 11 gols e  10 assistências
16/17 47 jogos, 10 gols, 20 assistências
17/18 46 jogos, 23 gols e 17 assistências
18/19: 51 jogos, 25 gols e 18 assistências.
19/20, 39 jogos, 20 gols e 7 assistências
Dados retirados do site Transfermarkt.
São 73 gols e 62 assistências  no período treinado por Guardiola até aqui, ou seja, Sterling participou diretamente de 135 gols do City nesse período.
Os números demonstram uma evolução e amadurecimento do atleta, claro que a idade ajuda, porém, o principal foi e tem sido todo o trabalho de Guardiola e sua comissão técnica, Arteta inclusive  foi muito importante antes de sua saída rumo ao  Arsenal   para a realização dessa evolução.

sábado, 28 de março de 2020

Barcelona Que Só Tem Olhos Para Messi


O futebol é um lugar que não tem margem para maiores compreensões além dos "meros" resultados. Quase tudo é pautado no débito e crédito que um jogador estabelece  durante uma temporada ou sua
carreira. Hoje colocarei em pauta o que eu  considero  uma das maiores injustiças no futebol europeu nas duas últimas temporadas, a contratação e desprezo do Barcelona por Coutinho.

É fato inegável que o futebol precisa de resultados, afinal, o dinheiro para manter um clube competitivo é muito alto, e quem assim o investe  necessita e exige resultados. Coutinho chegou a
Catalunha por um valor exorbitante, o que aqui eu considero o ponto de partida do problema, explico:
Todo investimento na aquisição de um atleta quando é feito como foi o caso de Coutinho, Kaká e alguns outros que foram comprados por valores altíssimos  e não corresponderam conforme o esperado, Kaká por conviver com uma série de lesões que o fizeram render abaixo de  suas expectativas no Real Madrid, Coutinho muito mais por um treinador que não soube lhe dar com a situação e explorar o máximo rendimento do atleta, geram uma pressão  em cima do jogador que acabam sendo muito mais prejudicial e o atrapalham além dos outros fatores, mudança de cidade, de treinador, estilo de jogo, adaptação na nova equipe dentre tantas outras coisas. Quando um atleta por melhor nível que tenha desembarca em um clube custando um valor altíssimo, ele entra em campo com débitos e praticamente nem um crédito por melhor que possa ter sido o seu passado recente, e qualquer atuação, período ou temporada que não corresponda com o valor investido, é o suficiente para uma diretoria, imprensa e torcida o cuspirem fora. Reitero o quão isso é desprezível dentro do futebol e faz com que carreiras de atletas  talentosos sofram quedas bruscas e até, caiam num limbo total.
No primeiro semestre Coutinho foi muito bem, seu rendimento caiu na segunda temporada, e aqui que mora para mim o maior problema de um treinador e inclusive em específico,
a maneira como o Barcelona tem lidado com seus atletas, em especial, todos aqueles que o time catalão contrata esperando resolver todos os problemas em pouco tempo e se assim não o acontece, se tornam totalmente descartáveis.
Coutinho quase sempre no Liverpool jogou como o camisa 10 por dentro no meio campo, além de muitas vezes  cair pela esquerda tendo a diagonal livre para puxar para dentro e bater para o gol ou
continuar a criação de um ataque. Qual foi o problema em Barcelona?
Quanto mais eu estudo filosofia mais chego a conclusão que nem uma resposta  é simples, porém, embora tudo o que possa permear uma situação como essa, os maiores pontos que considero para que a queda do meio-campista brasileiro acontecesse e a maneira injusta, insensível e  insensata com que o Barcelona lidou com a situação, são as seguintes:
1 - Messi
Que Messi é um gênio todos nós sabemos, e que a culpa não é diretamente dele mas  tem relação, poucos  conseguiram fazer essa leitura. Messi tem a liberdade de "reinar" por dentro do ataque do Barcelona mesmo  jogando com um centroavante, Messi  pode vir de traz como um legítimo camisa 10 armando as jogadas de ataque de seu time, assim como entrando na área para concluir e tendo uma
liberdade e um espaço no qual é totalmente dele. Sabemos que o argentino também pode cair pelos lados, muito mais pela direita como foi em toda sua carreira, porém, todo esse espaço ocupado pelo
argentino é   justamente o ponto de conflito com a área de atuação do brasileiro. Certamente você deve estar se perguntando "qual é teu problema, criticar Messi ou tirar Messi do seu conforto para um
atleta de menor história e relevância na Catalunha?". Não é o que eu estou querendo. O que era necessário  era encontrar um ponto de equilíbrio no qual Messi e Coutinho pudessem render o máximo possível, coisa que Guardiola faz muito bem ao fazer com que um atleta consiga elevar o nível de atuação de outro, sabemos que nem sempre isso é possível, o próprio Bayern de Guardiola por algum motivo nunca conseguiu jogar o esperado com Xabi Alonso e Schweinsteiger atuando juntos como volantes. No entanto, não podemos ter essa conclusão aqui porque as tentativas na minha opinião não foram as suficientes e também, faz uns bons anos que não vejo alguma contratação realizada pelo Barcelona para atuar na parte ofensiva, render o esperado. Neymar na minha opinião foi o último que conseguiu esse feito, principalmente por atuar mais pelo lado esquerdo e não ser um "conflito " de espaços com Messi. O único jogo em que Coutinho marcou  três gols pelo Barcelona, na derrota por 5x4 para o Levante, Messi não atuou. Jamais estou querendo levantar a hipótese que Messi e Coutinho não são compatíveis para jogar juntos, o princípio desse levantamento é mostrar o maior problema que na minha humilde opinião, não foi bem lido e trabalhado  pela comissão técnica do Barcelona.
Coutinho não é um ponta, tem técnica, uma certa velocidade e o drible, mas é muito mais camisa 10, meia de criação, armação, assistências e chutes de fora da área, e também com boas chegadas dentro da área para concluir a gol, mas não é um ponta.
Eu diria que a solução para esse problema, além da questão psicológica por a imprensa esportiva e em especial, a catalã destruir tudo e todos que não são Messi, seria a tentativa de jogar com Messi e
Coutinho por dentro, dois pontas abertos, e um centro avante , além  de um volante de muita marcação e qualidade no passe para jogar atrás do brasileiro e argentino. Outra alternativa era colocar
Messi mais deslocado pela direita  por onde ele muitas vezes jogou e jogou bem, Coutinho por dentro e outro ponta pela esquerda,  podendo nesse caso jogar  com dois volantes para ter mais marcação e
um deles tendo a liberdade de encostar no meio campo  podendo  inclusive jogar ao lado de Coutinho nos momentos ofensivos.

2 - valor investido e pressão
Como mencionei anteriormente, o valor investido em cima de um  atleta pode gerar uma pressão insuportável e prejudicar todo o  rendimento dentro de campo, principalmente quando direção, imprensa e torcida tão pouco fazem essa leitura e só tratam os atletas como máquinas a trazerem resultados e troféus,  darem passes e   fazerem gols.  O quanto um jogador ganha  não é o suficiente para resolverem todos os problemas dentro e fora de campo, se fosse assim, não teriam  tantas pessoas famosas e ricas com todos aos seus pés, se matando ou entrando no mundo das drogas por terem um vazio sem fim dentro de si. O papel de um treinador, e não que Valverde  não tenha feito uma ou outra vez, mas acho que foi muito pouco, é defender seu atleta com unhas e dentes, pelo menos, se assim ele o acredita.
Não importa o que a torcida ou imprensa estejam falando, quase sempre o papel das mesmas  é mais de "atirar pedras" do que tentar fazer uma leitura mais realista, compreensiva e humana da coisa toda.
Se todo  mundo para de acreditar num atleta ou exagera nas críticas e pouco olha para as coisas boas e positivas e espera o trabalho  do dia a dia resolverem algumas situações que podem ser passageiras, tudo isso aliado a pressão que o próprio jogador enfrenta ao  vestir uma camisa de peso custando um caminhão de  dinheiro, ajudam a desmoronar o psicológico e a confiança do jogador. É muito melhor um atleta jogar com algum problema físico mas com a confiança lá em cima, do que o contrário, um jogador 100 por cento fisicamente mas com a confiança baixa e pressionado para  dar certo porque  custou muito dinheiro, resultam no que vimos recentemente no Barcelona.

3 - Crédito e débito
O Barcelona foi duas vezes duramente eliminado da champions em duas derrotas catastróficas. Messi esteve em campo nas duas e não jogou nada em ambos os casos, sem falar que o treinador e boa parte dos outros atletas, eram os mesmos. O que a imprensa catalã fez na segunda eliminação frente ao Liverpool na qual Coutinho estava em campo? Detonou o brasileiro, que diga-se de passagem, jogou melhor do que Messi  na eliminação dando alguns chutes ao gol defendido por Alison . A imprensa achou um "cachorro morto" perfeito para bater, mas esqueceram que o treinador escalou um time totalmente diferente da cara do Barcelona só por terem vencido o primeiro jogo por três a zero acreditando que poderia segurar o resultado, sendo que historicamente e principalmente nos últimos cinco anos, o Barcelona tem um sistema defensivo e uma defesa que são uma peneira, sem citar que a filosofia de jogo do Barcelona jamais é jogar sem a posse da bola, talvez em algumas pontualidades, mas não para segurar um Liverpool muito bem treinado por Klop   . O melhor remédio seria o Barcelona jogar com seu DNA próprio, não que o Liverpool não tenha tido méritos ao encurralar o time Catalão na defesa, Mas Valverde contribuiu e muito para isso e Messi também foi passível nesse e no ano anterior no jogo contra a Roma, de duras criticas por ter feito duas partidas totalmente apagado. mas o  crédito do argentino é tanto que jamais a imprensa que o endeusa  o criticaria mesmo que  tenha feito duas partidas pífias, diferente de Coutinho que era um "novato" no time e tinha custado muito dinheiro, o que significa que toda partida ele entrava com "débitos".

4 - Apenas um treinador
Coutinho deixou o Barcelona sendo apenas treinado por um treinador, o que na minha opinião reforça a minha ideia que ele ficou muito pouco tempo na equipe para considerarem que o  brasileiro foi um
fracasso, aliás, Valverde já deixou a equipe o que estava bem evidente que aconteceria.  Talvez um outro treinador conseguisse extrair mais do brasileiro e fazer com que o quadro fosse revertido, mas
a falta de paciência e racionalidade da direção catalã, não o permitiu. Se um jogador custou tanto dinheiro e ainda não rendeu o esperado, o mais racional a se  fazer era encontrar os principais
problemas para serem resolvidos e tentarem por mais tempo um rendimento de alto nível, afinal,  vendê-lo não será  fácil, não por falta de qualidade, mas por questões financeiras de um possível
comprador. O empréstimo não é um bom caminho, retorna pouco dinheiro para o clube e não ameniza nem um problema, e mantém o atleta longe da Catalunha sem a tentativa de recuperá-lo.

5 - O Barcelona só tem olhos para Messi
Enquanto Messi jogar e espero que seja  por muito tempo porque o argentino é um craque, o Barcelona não terá olhos para mais ninguém, está certo que estão de olho na volta de Neymar há muito tempo
porque gostam do brasileiro, mas,  o time pouco demonstra empenho em manter outros atletas  ou em recupera-los  quando é necessário. Uma coisa é certa, o Messi tem mais passado do que futuro dentro de
campo, e no dia que o argentino resolver deixar os gramados ou por algum motivo partir para um  novo desafio, o Barcelona vai sentir o que é uma queda livre, e muito mais por culpa de seus dirigentes
que só enxergam  Messi em sua frente.

domingo, 3 de junho de 2018

A saída de Zé Ricardo do Vasco

Se bem verdade é que Zé Ricardo não teve culpa na mudança política do Vasco e no desespero de Eurico Miranda entregar um caixa com algum dinheiro vendendo jogadores importantes, também é verdade que alguma
teimosia e decisões equivocadas  o ex-treinador de Vasco e Flamengo teve.

    Ao sentar sem explicações por um bom número de jogos Ricardo Graça, é só um exemplo da teimosia em manter o melhor zagueiro do elenco no banco e colocar tantos outros que só trouxeram números absurdamente
negativos a zaga vascaína. Improvisar por alguns jogos Luiz Gustavo e não dar de vez oportunidades para Rafael França assumir a lateral-direita,
também foi um erro.

    A demora em colocar jogadores como Dudu, Hugo Borges, Robinho, Lucas Santos, Marrone, Rafael França e o próprio Paulo Vitor que tão pouco entrou em campo neste ano, também demonstrou o excesso de confiança em jogadores
experientes que não demonstraram resultados. Vagner  até melhorou nos últimos jogos, mas pelo o que ganha e pode jogar, continua devendo muito. Bruno C e Andrei também estavam ganhando espaço nos últimos
jogos, mas muito mais pelo afastamento de Wellington e a suspensão de Desabato. O que mais uma vez na minha opinião foi um erro visto que Wellington fez jogos terríveis neste ano e ambos meninos citados
da base vascaína quando entraram, foram muito melhores.

    Riascos até agora não disse a que veio, e mesmo assim teve mais minutos em campo do que os  atacantes da base que poderiam ter oferecido muito mais
qualidade e alternativas. Vágner  nos jogos que vinha jogando mal dificilmente era sacado do time. E na queda de produção de Evander, foi algo tão
simples colocá-lo no banco  mesmo que tenha  feito mais do que Vágner no ano. Sem falar que Evander foi até aqui injustiçado por Zé Ricardo ,
a torcida Vascaína e a diretoria do clube.

E sim, acredito que a maior parcela de culpa não é de Zé Ricardo, afinal, o time foi muito modificado de um ano para o outro e conviveu com muitos jogadores no departamento médico. Mas, não acredito assim
como divulgado pela opinião de um comentarista do lancenet, que Zé Ricardo está isento de culpa dos resultados negativos do Vasco, sua teimosia como citei anteriormente e inclusive uma atitude muito pouco
racional e prudente ao querer emprestar Evander e trazer dois jogadores do atlético mineiro que sequer estão jogando com frequência, demonstra alguns equívocos de  Zé ao dirigir a equipe de São Januário.

sábado, 7 de abril de 2018

Uma derrota de quem jogou muita bola

    O que é o futebol? analisando o clássico de Manchester eu diria que uma loucura. Foi um primeiro tempo de um time que faz uma temporada
maravilhosa(e sim, teve um apagão contra o  Liverpool e no segundo tempo de hoje). Mas eu te pergunto: que time não tem?
    Um United aquem do seu elenco que teve quatro bolas em direção ao gol e três entram. Um City que dominou o primeiro tempo e ainda criou alguma
coisa no segundo, mas só colocou duas na rede e viu esse goleiro maravilhoso, espetacular e monstruoso chamado Degea salvar pelo menos dois gols. É
claro meu amigo, o futebol não é justo e a derrota foi daqueles "exageros" do futebol.
    O lado azul de Manchester tem uma taça que é questão de tempo para chegar, são 13 pontos de vantagem e um jogo a menos. O lado vermelho
precisa repensar quem estará sentado no banco  porque mesmo com o segundo lugar na premier league e com a vitória de hoje que
foi muito mais no acaso do futebol,(e não venham com esse papinho de "quem ganha jogo é quem faz mais gols").
Tem muito mais a se tirar desse elenco, é um segundo lugar quase que "enganoso", o LIverpool  e talvez até o Tottenham, jogam mais.
Claro que o United tem muito mais elenco do que ambos.

    Ao City resta jogar tudo que sabe e pode na próxima terça-feira e apagar o apagão de quarta.  Um pouco desse "apagão", vem do desgaste de uma
temporada em alto nível que em algum momento, o elenco sente. Também é verdade que Gabriel Jesus está abaixo nos últimos jogos, e não só ele, Sané
participa  bastante mas erra muito, Silva e  D Bruyne também tiveram queda de rendimento. Guardiola precisa pensar na entrada do Bernardo Silva e na
manutenção do Gundogan,(e esse é um grande dilema). O City  rendeu muito jogando com um volante, dois meias de criação, dois pontas e um atacante.
Gundogan  é uma espécie de segundo volante que também pode compor essa linha de quatro jogando ao lado de Silva ou D Bruyne  como um meia. Talvez seja
o momento de Gundogan por hora tomar o lugar de Davi Silva ou D Bruyne na equipe titular. Sterlin hoje fez uma boa partida e quando o City joga sem
dois pontas, a equipe sente bastante.  E por último, gostaria de Ver Guardiola testando uma dupla de zaga sem Otamende, acho  Kompany, Stones e
Laporte melhores.



segunda-feira, 2 de abril de 2018

Carioca 2018 primeiro jogo da final!

    Vasco e Botafogo  fizeram o primeiro jogo da final e o melhor até aqui do campeonato carioca. O Botafogo mostrou que pode ser um time produtivo ao
marcar e pressionar  a saída de bola do seu adversário. E foi assim que saiu o primeiro gol do fogão, pressionando Paulão que entregou e renatinho
anotou. O Vasco mais uma vez mostrou fragilidade em seu sistema defensivo tanto nos momentos que é pressionado para sair jogando quanto em bolas aéreas, que inclusive foi
como surgiu o segundo gol do Botafogo com Brener completando de cabeça o cruzamento que veio da direita.
    O Vasco conseguiu a virada com dois gols de seu lateral/meia artilheiro Pikachu. Isso revela um problema/  solução para Zé Ricardo, a solução é
jogar com Pikachu de meia e não de lateral onde o artilheiro vascaíno deixa a desejar na marcação. O sistema com três zagueiros também pode funcionar.
O Vasco conseguiu a virada no fim do jogo, não tão merecida assim porque o Botafogo procurou mais o terceiro gol, mas nada de uma injustiça gigantesca
porque o Vasco também teve algumas boas chances na segunda etapa.
    Agora, o que os dois técnicos podem tirar desse primeiro jogo pensando já no campeonato brasileiro ? primeiro que nem um dos times tem um sistema
defensivo tão sólido ainda, o Vasco principalmente. Segundo que do meio para frente os dois times tem opções interessantes e bons jogadores. Não acho
que brigarão pelo título e nem sei se por uma vaga na libertadores, mas nada de passar sufoco.
    Pelo lado do Vasco, Zé Ricardo precisa começar a pensar no retorno de Ricardo Graça para o time titular, desde a saída do zagueiro da base o time da colina tomou mais do que o dobro de gols. Acredito
que uma dupla ideal possa ser Ricardo Graça e Breno, assim que o último estiver recuperado de lesão e  apto. Já no setor de volantes,  Wellington assim
como já mencionei em um texto anterior, precisa sair e dar espaço para os meninos da base Bruno e Andrei, além da possível entrada do reforço Bruno
SIlva. A base precisa ser mais  utilizada, foi em um momento de escassez  no elenco e a falta de dinheiro que fizeram
Jorginho encontrar uma solução caseira para o time ao subir Douglas Luiz na metade de 2016. Outros dois nomes que estão circulando pouco pelo time
principal, é de Paulo Vitor e Caio Monteiro, sem citar dois meninos da base que aos poucos precisam aparecer, Dudu e Robinho. Não acho necessário
a renovação de contrato de Rios, tem Kelvin voltando de lesão e todas essas outras opções da base que podem dar muito mais frutos.
    Quanto ao jogo de volta da final, acredito que está aberto e não ficaria surpreso com uma virada do Botafogo.

terça-feira, 27 de março de 2018

Um balanço após vencer a Alemanha!

    o Brasil venceu a Alemanha com méritos e jogando melhor. É bom para a moral do grupo principalmente vendo que a seleção pode jogar muito bem sem
seu principal jogador, não que deva, mas pode. Esse é mais um dos pontos positivos desses dois amistosos, além de não ter tomado gol.
    Agora vou bancar o papel do advogado do diabo, ou como você queira chamar:
Existe uma linha tênue entre fazer resultados e testar jogadores. O Tite optou claramente pela  primeira. Do ponto de vista brasileiro que nem um
treinador dura muito tempo e qualquer resultado negativo não é nem sequer analisado, ele foi pragmático. Isso revela uma leitura da situação e um
pouco de conservadorismo da parte do treinador da seleção. Tem seus pontos positivos, mas confesso que não gostei de algumas coisas:
1 - apenas fazer dois testes,  Douglas Costa jogando no lugar do Neymar e um esquema com Fernandinho e Casemiro de volantes liberando mais ainda o
Paulinho. Em algumas vezes o Paulinho jogou  pela esquerda mais ao lado de Casemiro e Fernandinho ajudando nas saídas, mas grosso modo a ideia era
liberá-lo mais.
2 - Por melhor que esteja na seleção Tite parece ter Paulinho como intocável, e em algum momento isso pode pesar negativamente. Explico: hoje era o
típico jogo para fazer um teste com Fernandinho e Casemiro, dando mais robustez na marcação do meio-campo. Agora, por que não  sentar Paulinho e jogar
com Coutinho, Douglas e Willian? Poderia ter a aproximação alternada de Casemiro e Fernandinho no ataque, e ainda contar com um esquema  mais
ofensivo e na minha visão, mais qualificado.
    Quem me conhece sabe que eu não sou lá dos fanáticos pelo futebol do Paulinho, embora reconheça o
quanto ele tem jogado bem na seleção. Não estou achando ou pedindo para o Tite tirar a posição de titular  de seu homem de confiança, estou apenas
querendo ver algumas possibilidades que essa seleção tem e alternar um pouco o estilo de jogo. paulinho é muito bom na chegada ao ataque como homem
surpresa, tanto para finalização e cabeceamento. Agora, pensando em criação e jogo pensado, Paulinho já deixa um pouco a desejar e  o Brasil tem
inúmeros jogadores que podem contribuir para essa alternativa. Entendo que na cabeça do Tite ele não estava pensando o que eu estou   colocando aqui,
entretanto, o técnico gaúcho poderia pensar com carinho nessas outras possibilidades que o elenco brasileiro fornece e de vez em quando, testar o time
sem Paulinho.
    3 - Mesmo não tomando gol, o meio de campo deixou a desejar um pouco na hora de ajudar os laterais na cobertura. Daniel Alves ficou sobrecarregado
e nem sequer pôde ajudar ofensivamente.

4 - Na parte de criação, assim que Coutinho saiu o time desandou. Coutinho foi quem mais buscou o jogo e criou, até acabou perdendo alguns gols como
Gabriel Jesus, mas foi o principal homem do brasil hoje.
    Agora falando de outro ponto positivo, Thiago Silva foi muito bem nos dois jogos e acredito que deva ser titular durante a copa. Arriscaria dizer
que no atual momento, Thiago está jogando mais do que Miranda e Marquinhos. E para concluir, acredito no sexto  título da seleção, não acreditava em
2010 e muito menos, em 2014. mas essa seleção  treinada por Tite é muito boa e do fundo do meu coração, independente do Brasil voltar da Rússia
 com o título , espero que Tite esteja como treinador da seleção brasileira para a copa de 2022.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Limite de inscritos

    Eu não gosto de muita limitação e burocracia na vida, não sei se é porque sou brasileiro, mas sempre gostei das coisas com menos frescuras e regras. Por
isso que amo futebol, grosso modo é saber que não pode fazer falta e nem pegar a bola com a mão para poder jogar. E hoje, das  regras impostas pela FIFA que me
 incomodam e são um atraso para o futebol, quero discutir sobre a limitação de 23/25 atletas nas competições como copa do mundo, libertadores e liga dos
campeões.
    Se pegarmos a copa do mundo que é uma competição curtíssima, 23 atletas são sim suficientes.  Agora, se formos pensar no lado dos atletas, quantos ficam de
fora porque existia um limite para inscrever jogador e o treinador teve que de alguma maneira  optar por a ou b? E não são em todas as posições que um treinador
tem tanta dor de cabeça na hora de escolher, se formos pegar o Brasil por exemplo, temos inúmeras opções para alguns setores e poucas opções para outros, digo
do ponto de vista de qualidade a nível de seleção, não em quantidade. Hoje o Brasil não tem tantas opções para a zaga como para compor a linha ofensiva do
meio-campo por exemplo.
    Um aumento de inscritos para 30 jogadores já seria interessante, traria mais alternativas durante a competição para todas as equipes
 tanto do ponto de vista de variar mais  as possibilidades de jogo como na hora de repor atletas lesionados. Vamos imaginar um cenário:
Você é treinador de uma equipe, seja time ou seleção e tem três ótimas opções para a lateral-esquerda, porém, a terceira opção é um jogador de 18 anos que ainda
está amadurecendo. Na hora de inscrever você não teve como incluir o jovem lateral porque existia um limite de inscritos e você precisava também pensar em
 opções para outros setores. Durante a competição seus dois principais laterais se lesionam. O que você faz? improvisa alguém. é legal? claro que sim, quantas
vezes improvisar jogador funcionou e até descobriu novos horizontes para aquele atleta e sua equipe. Agora eu também te pergunto: quantas vezes vimos a terceira
opção para um setor ter a chance de entrar em campo e se revelar ser um talento gigantesco ? muitas.
    O que eu quero dizer com essa história? que o limite baixo de inscritos tira oportunidades de alguns atletas, seja de uma copa do mundo ou de demonstrar um
talento através de uma competição grandiosa. E não só isso,  o nível competitivo pode ser elevado quando as equipes podem repor seus atletas que estão
lesionados. Claro que sempre vai acontecer algum imprevisto e mesmo com algum aumento, não vai ter como ter tantas opções para todos os setores, mas, todos nós
sabemos que não existe um mundo ideal em nada na vida e que esse aumento de inscritos seria benéfico, inclusive para deixar alguns atletas felizes e com a
expectativa de aparecer uma oportunidade.
    O número 30 me agrada bastante, tanto em libertadores e champions, como na copa do mundo. Na copa   não precisaria ter essa lista de espera de sete atletas,
poderia ser 30 inscritos para jogar. Se alguém se lesionar, o treinador já estaria preparado para repor com seu próprio elenco.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Brasil versus Rússia





Hoje a nossa  seleção entrou em campo para enfrentar a Rússia com boas mudanças. A lesão de Neymar trouxe a campo Douglas Costa, que além de ser muito bom jogador, é muito provável que será uma das opções ofensivas no banco de reservas durante o mundial. Além do atacante da  Juventus, me agrada ver Thiago Silva titular e Willian entrando no lugar do Renato Augusto. Entendo que os treinadores acabam tendo seus homens de confiança, mas, é necessário que o Tite compreenda que existem muitos jogadores mais qualificados e que estão jogando melhores do que o Renato Augusto.

A entrada do Willian e o deslocamento do Coutinho para o centro, Traz uma equipe muito mais veloz, com maior movimentação  e com um contra-ataque fulminante. E sim, não vimos hoje, mas aguarde pelo mundial.  Além de tudo, teremos um quarteto ofensivo muito técnico e que sabe fazer gols. Sem falar nas movimentações, algumas mais comuns entre os dois pontas, Neymar e Coutinho, Gabriel Jesus e Neymar,  Gabriel abrindo pelas pontas  para a entrada de alguém pelo centro e  todas as outras possíveis que eu gastaria muito tempo descrevendo, mas que são válidas e possíveis com a qualidade desses jogadores.

Dessa maneira de jogar, abrindo mão do Renato Augusto e optando por dois pontas e um meia criador, o Brasil  pode muitas vezes atacar com um 4-2-4 ou até pelos laterais ofensivos e ótimos que temos, um 2-4-4. Eu acho maravilhoso, muitas equipes do Guardiola fazem isso e é  lindo de se ver. Claro que o Tite não tinha tempo hábil  para colocar isso em prática pegando uma seleção que tem pouco treinamento e com a necessidade de vitória visto que não estava bem nas eliminatórias. Mas, espero que o treinador brasileiro mantenha a ideia e não tenha apenas feito por estar enfrentando um adversário com uma linha de cinco, até porque pela bola que tem jogado, Willian não pode ir para o banco e não o vejo disputando posição necessariamente com Coutinho visto que ambos são muito
melhores do que Renato Augusto e tem até, características de jogo um pouco diferentes.

Em relação a zaga, me agradou muito a entrada do Thiago Silva. Acredito que junto com Miranda e Marquinhos, são as três melhores opções que temos para o setor e qualquer  dupla formada a seleção estará bem servida. Eu provavelmente jogaria com Thiago Silva e Marquinhos, mas não me esagrada nem um pouco ter o Miranda titular. Prosseguindo no setor defensivo, gostaria de ter visto Ederson titular. Por mais que saiba que Tite já definiu seu goleiro, Ederson e Alisson dois ótimos goleiros e difícil dizer quem  é melhor, eu particularmente gosto um pouquinho mais do Ederson.




Vejo aqui a melhor seleção que já tivemos desde a copa de 2006. Mesmo com alguns poucos nomes que não estariam na minha lista, o Brasil agrada jogando e tem muitos jogadores com a cara da seleção.  Essa questão inclusive, foi uma das que eu mais levantei quando Dunga e Felipão estiveram no comando.

domingo, 18 de março de 2018

Quartas de final champions 2018

 As quartas da Champions foram sorteadas na última sexta-feira, e temos confrontos interessantíssimos. Real Madrid e Juventus voltaram a se
encontrar pela terceira vez nos últimos anos. Já o Barcelona encara a Roma com amplo favoritismo, enquanto o Bayern enfrenta o Sevilla que não sabia o
que era quartas de final há 60 anos. E pela primeira vez teremos o clássico inglês entre Manchester City e Liverpool.

    O confronto mais equilibrado  vai estar em Madrid e Turim. Além de uma certa rivalidade estabelecida nos últimos confrontos, um título para o
Real em cima da Juve e anteriormente o time italiano despachando os madridistas, faz o embate dentro de campo ser mais esperado e disputado. Além é
claro, da qualidade das duas equipes. Por mais que o Real Madrid tenha um elenco mais robusto, a Juventus não fica muito atrás no que se refere a ter
uma equipe competitiva,  qualificada e com atacantes maravilhosos, além de toda segurança do sistema defensivo italiano.

    NO segundo confronto mais equilibrado, teremos o adeus de um time inglês. Considero o segundo porque a diferença do City em relação ao Liverpool,
é um pouco maior do que o confronto citado anteriormente. é claro que o Liverpool tem jogado muita bola e vem aplicando goleadas em muitos
adversários, inclusive  foi o primeiro time inglês a vencer o Manchester City. mas todos nós conhecemos  a fragilidade em alguns jogos do sistema defensivo
dos Reds, que até melhorou com a chegada do zagueiro  holandês mas ainda é digno de bastante preocupação ao enfrentar adversários do calibre do City.
Com isso não estou dizendo que o Liverpool não tem chances de avançar ou que não dará trabalho aos azuis de Manchester, porém, pelo elenco que o
Guardiola tem em suas mãos e o que o mesmo tem feito  esse time jogar, é provável que passe, possivelmente com alguma dificuldade natural do
clássico.

    Já nos dois jogos que restaram, existe uma complexidade em dizer qual dos dois tem um equilíbrio maior. Roma e Sevilla são times com qualidades
muito próximas, acredito que  os italianos tenham um pouco mais de time. Mas é uma diferença tão pouca que se ambos se enfrentassem, não existiria
um  favorito. Os catalães  e os Bávaros também são times muito parelhos, o Barça tem um pouco mais de time, mas não é uma diferença absurda.
 Isso quer dizer que Barcelona e Bayern devem passar com uma certa tranquilidade, não esquecendo é claro, de jogar bola porque não
enfrentarão adversários ruins, muito longe  disso.

Observação: Lamento não poder ver Coutinho nem pelo Liverpool e nem pelo Barcelona nessa fase da competição. Acho uma besteira essa regra de
transferência que se aplica para a liga dos campeões, quando um jogador é contratado e já atuou na mesma temporada por outra equipe, não pode ser
inscrito na competição. FIFA e suas burrocracias.

sábado, 17 de março de 2018

Nem que a vaca tussa ou ande de tamanco


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 Se tem um time brasileiro na libertadores que não tem chances de título, esse é o Vasco. Por maior que seja a marca Vasco da Gama, o time é
pequeno. tem jogadores da base talentosíssimos, COmo Paulo Vitor, Paulinho, Evander,  Bruno C, Ricardo Graça, Andrei, entre outros. mas falta
equilíbrio,  estrutura e mentalidade de time grande, principalmente por parte das gestões da colina.


    O que aconteceu na eleição para a presidência foi algo patético e ridículo. Como se já não bastasse o terrível cenário político que assola
o Brasil, os clubes tiveram que ir na onda. O retorno de Eurico Miranda para o Vasco nunca foi bom. Seja por vários discursos que o mandatário não
podia sustentar, como pelas desculpas dadas após  os fracassos. Exemplo disso:  o rebaixamento do time para a segunda divisão pela terceira vez em
2015. Sem falar do patético presente de natal que Euriquinho prometeu em 2016 ao trazer Escudero.

    Eurico sempre encheu a boca para falar que nada no Vasco acontecia sem o aval dele, ou seja, só entrava ou saia jogador que ele permitisse. o time
fraco de 2015 foi ele quem montou. O atual Vasco muito enfraquecido em comparação ao de 2017, tem muito da mão "euriquiana". Ficou claro o desespero
de deixar algum dinheiro em caixa sabendo que entraria um novo presidente. Eurico não se contentou em vender Luan para o palmeiras por uma quantia
irrisória  de dez milhões de reais no início do ano anterior. Além de cometer um erro de vender um zagueiro titular da equipe para um rival nacional, o valor não dava "nem para
 cachaça".  no final para o início da atual temporada, Eurico negociou Madson para o grêmio por "incríveis" dois milhões e   Vital para o Corinthians
por outros "maravilhosos" oito milhões. Além disso, não demonstrou nem uma tentativa de renovação de contrato do lateral Gilberto que tinha feito um
ótimo ano pelo Vasco. E por último, não se esforçou para manter Anderson Martins.

    Resultado? o time que tinha um sistema defensivo sólido, perdeu seu melhor zagueiro e seus dois laterais que inclusive se revezaram na
titularidade durante a temporada. Era um sistema que não precisava mexer, talvez contratar mais um zagueiro para melhorar o setor e disputar vaga para
jogar ao lado de Anderson Martins.  mas mexer de maneira absurda e ter uma queda abrupta  de opções para a lateral-direita, foi uma tremenda sacanagem
com o Zé Ricardo e o torcedor do Vasco. Sem esquecer do crescimento que Vital teria jogando pelo  Vasco neste ano e a venda de um talento da base de
novo para um rival nacional.


 O Vasco parece que não aprende, Dedé, Fábio, Marlone e Morais foram outros jogadores oriundos da base vascaína  que foram
negociados com outras equipes brasileiras. Até hoje, a única venda decente que o Vasco conseguiu realizar, foi a de Douglas Luiz por 15 milhões de Euros.
Coutinho foi vendido antes mesmo de subir para  o time profissional. FOi uma venda tão ruim que o sistema de solidariedade da FIFAvai pagar mais por
ele ao Vasco do que a própria venda. E refrescando a memória de vocês, Coutinho foi vendido também na gestão Eurico Miranda antes da entrada do Roberto
Dinamite.

    mas o pior não para por ai. Além do fato que Eurico deve estar se sentindo cheio de razão quando bancou que o Vasco iria para a libertadores, e
muito mais por deméritos de seus adversários do que propriamente méritos, a nova gestão em termos de negociação, tem sido ruim. Desnecessário o
empréstimo do Guilherme Costa para o Vitória, é sim um jogador muito talentoso que poderia estar contribuindo para a equipe. Garanto que estaria
fazendo mais do que o Vagner, que aliás, não sei porque não foi embora para diminuir a folha salarial já que o mesmo ganha a mesma quantia que ganhava
o Nenê, 500 mil. Além do empréstimo, a saída do Nenê e não a do Vagner, as reposições não foram das melhores. Rafael Galhardo foi escolhido para a
lateral-direita mesmo tendo atuado pouquíssimo na última temporada. Sem falar que até então em sua carreira, não demonstrou nada que fosse
satisfatório para o Vasco contratá-lo.

    Os nomes que chegaram para a zaga não me agradam muito. Erazo é bom zagueiro, mas faz tempo que não demonstra isso. Já luiz Gustavo e Werley terão que provar
que mereceram ser contratados para um time tão grande. Não entendi também a chegada do  Fabrício, o Vasco já contava com três opções para o setor da
lateral-esquerda, Alan Cardoso, Henrique e Ramon. mesmo com a lesão do Ramon, não se justifica. O melhor era ter pensado em mais um nome para o setor da direita
e ter deixado espaço para Alan Cardoso mostrar seu futebol. Agora, a falta de planejamento fez com que um setor tenha quatro opções e o outro, duas. Sendo que
uma não se justifica, e Picaxu mesmo sendo muito bom jogador, compromete muito o setor defensivo por marcar pouco. Gilberto por exemplo, foi um dos maiores
ladrões de bola do último campeonato. Sem falar na sua qualidade ofensiva também.

    Do meio para frente, a torcida vascaína não tem muito com o que se animar com  os reforços. Desabato tem sido um ponto  fora da curva, é bom
jogador e tem mostrado serviço. Rildo  é um nome de certa forma, interessante para compor o elenco. Já a permanência do Welington não se justifica, não fez por
merecer  a ponto de continuar no Vasco. Andrei e Bruno C são opções muito mais interessantes e espero que Zé Ricardo enxergue isso. Geovane Augusto tem
talento, só não sabemos qual Geovane que veio para o Vasco. Fez uma estreia boa, aguardemos o retorno para os gramados.

    E por último, a manutenção de Rios e a contratação de Riascos,   foram dois erros. RIascos teve uma boa passagem pelo Vasco, mas todos sabem de suas
limitações técnicas. Era melhor ter deixado o atacante colombiano na memória. Já Rios, é um centroavante que não tem nível nem para time da série b do Brasil.
ELe é muito ruim. O que me assusta é o argentino ainda continuar titular do Vasco mesmo marcando poucos gols, foram três até agora, e já passamos da metade de
março. É melhor deixar o Paulo Vitor titular adquirindo experiência, porque esse menino tem talento.
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