domingo, 5 de junho de 2011

Mais uma vez o futebol é quem vence


Uma final de um Manchester até então invicto e de um Barça a ser batido. Um Manchester que entrava em campo para fazer um jogo taticamente perfeito e contar com a eficiência de Rooney e o Mexicano Javier Hernández.
O Barcelona entrava em campo apenas para fazer o que vinha fazendo, bola no chão, futebol envolvente, toque de bola e eficiência no ataque e na defesa.
Só não era a final mais esperada de todos os tempos porque era o Manchester do outro lado, não o Real Madrid. Absolutamente nada contra o Manchester United, mas a rivalidade de Barça e Real, todos já conhecem.
Achei que Ferguson poderia ter escalado o time um pouco diferente no meio de campo. Sei da importância tática do Park e a qualidade e história do GIggs, porém, Anderson tem mais qualidade que Park na saída de bola e Nani é muito mais novo que o Giggs, sem falar que o português tem muita qualidade, foi o jogador que mais deu assistências para gols no campeonato inglês.
O maior problema do Giggs ter jogado, é que ele tava pelo lado esquerdo olhando em relação ao time inglês. Isso quer dizer, que ele tava cobrindo a saída
de bola do Daniel Alves, algo que não tinha como acontecer com eficiência pela diferença de idade de ambos os jogadores, Daniel é muito mais novo e está no seu
auge, tem uma condição física espetacular.
Com nani pela esquerda, seria melhor para acompanhar o Daniel Alves e arrumar um espaço no contra-ataque já que o Brasileiro sobe bastante.
O Valencia fez uma partida ruim também, criou e atacou muito pouco, deveria ter saído no intervalo. Se quisesse manter o Giggs, poderia tirar o Valencia e colocar o Nani.
O Barcelona só não contava com o capitão Puyol que sentiu antes do jogo, com isso, o Mascherano foi para seu lugar. A outra mudança foi a saída do Adriano para dar lugar ao Abidal, já recuperado do tumor e da cirurgia.
Com A entrada do Abidal o time ganhava na marcação mas perdia na parte ofensiva, já que Adriano tem mais qualidade e sobe mais.
O Mascherano não comprometeu a equipe, apesar de gostar de dar carrinhos e as vezes ser grosso, não bateu em ninguém no jogo da final.
Os primeiros dez minutos foram do Manchester United, foi pra cima, marcava a saída de bola do Barça e não dava espaço. Entretanto, o United não finalizava e logo após esses
dez minutos, o Barcelona colocou a bola no chão e começou a criar, começava o pesadelo do Manchester.
As chances começaram a aparecer pro Barça, VIlla chutou duas vezes pro gol, uma para fora e a outra o Van Der Sar defendeu. O time Espanhol era mais incisivo, não deixava o
Manchester United jogar e muito menos chegar ao ataque, com o toque de bola envolvente e mais de 70% da posse de bola.
COm um passe magnífico de Xavi, Pedro apareceu em diagonal na área, dominando a bola e batendo para abrir o placar.
Não demorou muito para os Red devils acordarem e empatarem o jogo, em uma bela tabela entre Giggs e Rooney, o mesmo bateu uma bola indefensável no ângulo empatando a partida.
Fora esse lance, o Manchester praticamente não chegou, o Barcelona continuava dominando a partida e tendo muitas chances de gols, se o jogo terminasse em uns 5 x 1 pro Barça, não seria nem uma surpresa pelo volume de jogo e as oportunidades de gols.
Logo no início do segundo tempo o Barcelona fez o segundo gol, deixaram o Messi sozinho, e da entrada da área ele marcou o segundo gol. O Barcelona não se dava por satisfeito,
continuava indo pra cima e criando muito, o Messi bateu uma de cobertura que Evra tirou de cabeça, depois Messi mandou uma de letra cortada pelo zagueiro e seguia o jogo só dando Barça.
Até que em uma sobra de bola Villa bateu de primeira no ângulo fazendo um golaço para ampliar e definir o resultado, 3 a 1 Barça.
Venceu o futebol, venceu o time da técnica, o futebol de arte, o futebol bonito e belo, o time da união, o time que joga futebol fácil demais, que faz do futebol uma diversão, o time mais compacto, o time que tem feito história dentro e fora de campo, uma equipe que eu nunca vi na história do futebol jogar tão bem, ter tanta posse de bola e transformar isso em gols. Um time que tem Messi, que além de toda sua habilidade, técnica e categoria, sabe fazer gols como poucos, nem Ronaldinho em tempos de Barça fazia tantos gols.
Embora Ronaldinho tivesse um pouco mais de habilidade, drible, técnica e firulas que Messi, não fazia tantos gols quanto o Argentino.
Um time que tem Daniel Alves, um lateral direito extraordinário, espetacular, nunca vi um lateral de tanta qualidade em todos esses anos que eu acompanho futebol,
não achei nem um que jogue tanta bola quanto o Daniel, arrisco a dizer, que é o melhor lateral da história do futebol. E com todo respeito ao Maicon que joga muito, foi sacanagem deixar Daniel no banco na copa do mundo.
Um time de tantos outros nomes que eu poderia citar e todos conhecem e sabem de suas qualidades, mas quero destacar mais um, além de Iniesta e Xavi que jogam demais, o Villa é o melhor atacante que eu presenciei da Espanha, um atacante de técnica, que finaliza muito bem, que chama o jogo e finaliza bastante. Criticado por alguns por não fazer tantos gols em relação aos tempos de Valência, é um cara que tem jogado muito no Barcelona, um Villa que criou muito além de fazer gols. Vários gols do Barcelona surgiram de alguma jogada dele, ou passe final para conclusão de algum companheiro, ou até mesmo a jogada desde o início feita por Villa. A grande diferença em relação ao VaLência, é que lá ele era o principal atacante, mesmo com tantos meias de qualidade como SIlva, Vicente e JOaquin, Villa era o cara de referência lá na frente, no Barça, ele dividi isso com Messi e Pedro.
Hoje, o Barcelona é o único time que pode se dar ao luxo de dizer: "somos o time a ser batido!"

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